29 de abril de 2009

Gideões Missionários da Última Hora

(Do livro "Raízes da Nossa Fé", Ismael dos Santos, extraimos o seguinte texto, que consta o surgimento dos Gideões Missionários da Última Hora na cidade de Camboriú, SC. As fotos são do site gmuh.com.br)

Realizar a obra de Deus é, numa primeira análise, estar no centro da Sua vontade. O Pastor Cesino Bernardino, desde que fez sua decisão por Cristo no ano de 1948 em Imbituba, procurou perseguir este ideal. Sobretudo, ao assumir a presidência da igreja na cidade de Camboriú, passou a desejar veementemente satisfazer o desejo do coração de Deus: anunciar a todos os povos a mensagem da salvação eterna.

Certa vez, quando buscava ao Senhor em oração, Deus lhe concedeu uma visão em que pregava a uma enorme multidão, impondo as mãos sobre grandes e pequenos e ouvindo-os falarem em novas línguas. Viu-se também enviando muitos dentre aquela multidão para o campo missionário; e foi nesta mesma visão que claramente escutou uma voz lhe falando sobre o nome Gideões Missionários da Última Hora.

Convicto de que era o Senhor Deus quem havia falado, inciou uma campanha de avivamento espiritual na igreja de Camboriú. Dentro de trinta dias um número de seiscentos irmãos passaram por uma inquestionável experiência de batismo do Espírito Santo, e com isto a chama missionária invadiu a igreja camboriuense.

Naquela ocasião o pastor Cesino fez uma visita, com o pastor Nirton dos Santos, ao campo missionário na Argentina. No trajeto participaram de um culto na Assembléia de Deus em Alegrete (RS). No final da reunião, uma irmã desconhecida, ao cumprimentar o pastor Bernardino, entregou-lhe a seguinte profecia:

-Assim diz o Senhor: o tempo é chegado e já preparei um grande número de filhos meus no Brasil que vão te ajudar; não temas, embora muitos venham a se opor não entendendo este projeto. Eu estarei contigo e te socorrerei na hora da necessidade!

O Pastor Cesino confessa que esta foi a mensagem que mais marcou a sua decisão de organizar os Gideões Missionários da Última Hora (GMUH).

Com efeito, em 1981, partiria a primeira missionária, irmã Alenir Buck, para a Argentina. Tratava-se do início de um trabalho que atingiria os cinco continentes do planeta. Uma equipe de voluntários passou a percorrer diferentes cidades do Brasil, levando o fogo pentecostal e, com ele, a chama missionária. Um ano depois realizar-se-ia o primeiro congresso dos Gideões.

Várias igrejas passaram a fazer parceria com a organização GMUH, sustentando missionários no interior do Brasil e em quase todos os países da américa latina.

Rapidamente foi se multiplicando o número de filiados aos Gideões, fazendo com que a proporcionalmente pequena Camboriú tivesse no Congresso dos GMUH a maior festa do município.


É necessário destacar ainda o profícuo trabalho desenvolvido na região amazônica, não apenas na evangelização (120 missionários), mas também na área social. São vinte e duas embarcações motorizadas, incluindo dois grandes barcos equipados com clínica completa, dando assistência médica desde tratamento dentário até acompanhamento de gestantes.

Indagado sobre quantas pessoas já fizeram sua decisão por Cristo através dos Gideões Missionários da Última Hora, pastor Cesino afirmou:

- Com certeza já tivemos mais de onze mil conversões durante estes quinze anos de atividade. (Ismael dos Santos, livro Raízes da Nossa Fé - 1996)

Uma Experiência Missionária

Ontem, durante culto dos Gideões Missionários da Última Hora, dentre várias experiências missionárias que o Pastor Cesino relatou, queremos destacar uma, que transcrevemos abaixo (também publicada no "Planalto Cristão", setembro/outubro de 1993, Lages, SC):

Dentre muitas experiências por nós vividas a que mais me tocou foi quando atravessávamos o deserto do Chile e em meio a paisagem agreste do deserto onde só se podia vislumbrar areia, pedras a alguma vegetação rasteira, pela total falta de água, inesperadamente vimos um cão e um cavalo contrastando com a falta de vida desértica.

Fiquei sobremaneira curioso. De onde teriam vindo esses animais? Naturalmente teriam donos. Impulsionado pelo espírito começamos a procurar pelos proprietários e não muito tempo depois, num oásis, os encontramos. Ali havia moradores e pelo fato de ficarmos curiosos por vermos o cavalo e o cachorro, por essa razão encontramos um povoado e ali fundamos um trabalho, na costa do Pacífico, ainda dentro do deserto. Hoje contamos com muitos crentes naquele lugar. (foto do deserto ao norte do Chile)

27 de abril de 2009

Cem Mil Almas Salvas

João Hyde gastou sua vida agonizando em oração, suplicando que Deus salvasse os perdidos. Mas, em resultado da sua oração, cem mil pecadores foram levados a Cristo.

João Hyde costumava passar quatro, seis, oito e até dez horas em oração, diariamente, e de forma tão insistente que morreu com 47 anos, devido ao peso da responsabilidade que assumiu de orar sem cessar. Contudo, nos avivamentos que resultaram dessa vida de oração, cem mil pecadores foram acolhidos no Reino de Deus. Hyde, cognominado “o homem que ora” pelos companheiros de trabalho na Índia, iniciou esse ministério de intercessão ao preparar a grande convenção de missionários e pastores que seria realizada em Sialkot, Índia, no ano de 1904. A vida dos crentes de Punjab tinha descido até muito abaixo do padrão bíblico. Havia poucas conversões entre os milhões sem Cristo. João Hyde, juntamente com um amigo, decidiu que a convenção desse ano não seria como as demais; permaneceriam diante do Senhor até que caíssem torrenciais chuvas de bênçãos.

Trinta dias antes de começar a convenção, esses dois heróis dedicaram-se à oração. Oraram dia e noite. Sete dias depois, outro amigo se lhes juntou e os três continuaram em oração durante vinte e um dias mais. Quando, finalmente, a convenção começou, milhares entraram no Reino de Deus em resposta à oração.

Durante os seis anos seguintes João Hyde foi levado, cada vez mais insistentemente, a viver uma vida de vigília e oração pelos seus semelhantes. Às vezes não podia ocultar o enorme peso da responsabilidade que sentia pelas almas perdidas. Em tais ocasiões, porém, apesar de comer e dormir muito pouco se mostrava alegre por onde quer que andasse. Era muito estimado pelas crianças, que sempre se mostravam felizes quando ele se hospedava em seus lares.

Em dada altura começou pedindo a Deus, definitivamente, que, em cada dia, uma pessoa, se tornasse crente ao ouvir o seu testemunho. Tinha certeza de que Deus ouviria a sua oração e atentaria para o seu jejum. E, apesar das dores e dos conflitos, nunca se sentiu desapontado. Contudo, não estava satisfeito ainda. Parecia-lhe que a voz do Senhor dizia constantemente: "Tenho outras ovelhas..."

No ano seguinte, João Hyde pediu duas almas por dia. E viu uma colheita de oitocentas almas, durante o ano.

Novamente se firmou em Deus e ganhou a certeza de que receberia quatro almas diariamente. Quando um dia findava sem que tivesse conseguido levar quatro almas a Cristo, sentia o peso da responsabilidade tão fortemente que não podia comer nem dormir. Então, rogava ao Senhor que lhe mostrasse o obstáculo, em si próprio, que o impedia de receber essa benção. Invariavelmente era-lhe revelado que se tratava da falta de louvor na sua vida. Confessava então seu pecado e buscava o espírito de louvor. Enquanto louvava a Deus, as pessoas aproximavam-se, os pecadores eram salvos e completava-se o número esperado.Finalmente, devido à sua vida de oração intensa começou a sentir-se abatido. Apesar de sofrer febres altas e de sentir dor crescente nos pulmões, continuou as vigílias noturnas. Quando, por fim, foi a um médico, este exclamou: “Nunca se me deparou um caso tão grave. O seu coração está fora da posição normal. Mudou-se do lado esquerdo para o direito. Pode melhorar, mas somente depois de muitos meses de completo repouso”.

De regresso aos Estados Unidos, onde morreu, passou por Shewsbury, Inglaterra, na ocasião em que se realizava a campanha evangelística de Champmann e Alexander. Eis o que o reverendo Champmann escreveu pouco tempo depois: "Cremos na oração como nunca. Os auditórios nos nossos cultos eram muito pequenos. Parecia impossível colher fruto. Fui informado, porém, que certo missionário, conhecido como o "Homem que ora” ia orar até que recebêssemos a bênção de Deus sobre a obra. Logo tudo se transformou. O salão ficou superlotado e quando fiz o apelo 50 homens aceitaram a Cristo". Desde então o Espírito esteve presente, com muito poder, que todas as barreiras foram vencidas, todos os embaraços desapareceram, levando os perdidos a clamarem pedindo misericórdia a Deus”.

Poucos meses depois João Hyde morreu. Gastou sua vida agonizando em oração, suplicando que Deus salvasse os perdidos. Mas, em resultado da sua oração, cem mil pecadores foram levados a Cristo. É glorioso morrer assim! (A Seara)

26 de abril de 2009

O Desafio dos Valentes

Em 1839, Johp Willians, chamado "o Apóstolo dos Mares do Sul", juntamente com outro missionário de nome Herris, velejaram até às ilhas Novas Hébridas. Ali, após servirem a Cristo por um certo período, foram espancados pelos selvagens até a morte. Dezoito anos mais tarde, um outro missionário, G. N. Gordon, acompanhado da esposa, deram prosseguimento à obra de evangelização naquelas ilhas. Em 1861 eles também foram mortos. O irmão de Gordon também se dirigiu àquelas ilhas e, em 1872, teve a vida tirada por aqueles selvagens.

Dois missionários, Tanner e Nisbel, posteriormente desembarcaram na ilha de Tana, e ali trabalharam por sete meses até que, durante uma noite, tiveram de fugir para se livrar da morte.Anos depois, John G. Paton também ouviu o chamado para as Novas Hébridas. Quando segredou a um amigo quais eram seus planos, foi enfaticamente advertido: “Você será devorado pelos canibais!", ao que Paton respondeu: "Sr. Dickinson, o senhor já é um homem idoso, e em breve será colocado em uma sepultura, onde os vermes o comerão. Entretanto, se eu puder viver e morrer servindo ao Senhor Jesus Cristo, para mim não fará a menor diferença se tiver de ser comido pelos vermes, ou pelos canibais". E assim, decidido, Paton partiu para sua missão: perigosa, mas dirigida por Deus.

Paton aprendeu o idioma dos nativos e conquistou muitos selvagens para Cristo. Em 1869 realizou o seu primeiro culto, celebrando a ceia do Senhor, com a participação de doze crentes nativos.

"Tenho certeza de que jamais sentirei felicidade maior do que aquela, a não ser o dia em que contemplar o rosto glorioso do meu Senhor Jesus!", testemunhou Paton mais tarde.Ele viveu o bastante para ver 16.000 habitantes daquelas ilhas entoando louvores ao Senhor Jesus. E nas clareiras, onde antigamente os selvagens matavam e se devoravam, foram fundadas igrejas, escolas, e gráficas.

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra...” (Ez 22.30). (Mensagem da Cruz)

24 de abril de 2009

A Missão de Ganhar Almas

É uma missão bíblica, Mc 16.15,16.

É uma missão urgente, Jo 9.3, porque os dias estão contados, Sl 90.10,12. Se tardarmos perderemos o tempo, Ef 5.16, e nunca mais poderemos fazer qualquer coisa, Ec 12.1. É urgente porque estamos nos últimos dias, 1Jo 2.18.

É uma missão individual – cada crente salvo tem esta obrigação, At 4.33.

É uma missão divina – que tem origem no coração de Deus, Lc 19.10.