10 de março de 2013

A LINGUAGEM DE MISSÕES QUE PREJUDICA O REINO

É a apoteose da conferência missionária. O público é internacional. Delegados de todos os continentes da Terra estão presentes, adorando a Deus a plenos pulmões. Estou sentada ao lado de um casal africano bem vestido, com turbantes e bijuterias artesanais. Estamos unidos e temos uma emoção de reino, de estarmos cumprindo o plano de Deus para a humanidade. As culturas diferentes são uma bênção para o reino, não um tropeço. Os povos do mundo se completam na sua diversidade. Estamos diante do trono.

O louvor termina e nos sentamos. Começa um filme para a promoção de um ministério de misericórdia na África. Em alta definição desfilam crianças com costelas expostas, mães com seios vazios, miséria, fome, doenças, falta de esperança, vergonha. Abaixo minha cabeça. Não consigo mais olhar nos olhos dos africanos ao meu lado. A sensação de igualdade do reino se foi. Tudo o que sobra são os ricos e os pobres, os escolhidos e os não-escolhidos, os que podem dar e os que só recebem de cabeça baixa.

Na hora da oração pergunto ao casal:

-- Como vocês se sentem depois disto?

A mulher me responde:

-- Infelizmente, para sobreviver, me acostumei...

Alguns anos já se passaram. Muitas missões já mudaram seu paradigma de “países receptores e países enviadores” para “todos em todo lugar”. Porém não fizemos ainda muito progresso quanto a nossa linguagem. As tribos ainda são “primitivas”, a África é uma ferida sangrenta, muçulmanos são mouros terroristas e a China é o gigante desajeitado que inspira desconfiança.

Mesmo que alguns possam argumentar que os estereótipos tenham algo de verdade, quando cremos no reino concordamos com a “imago Dei”. A imagem de Deus nas pessoas e nos povos tem que ser o pressuposto que usamos para vê-los. E deve ser mais forte do que as concepções terrenas. Quando preconceitos nos guiam, esperamos o pior, duvidamos, superprotegemos. Se entendermos o valor e a capacidade conferida pela “imago Dei”, seremos levados a outro nível de relacionamento. Esperar o sonho de Deus ser expresso nas pessoas e nos povos nos conduz ao respeito, à mutualidade, a parcerias verdadeiras, ao reino.

Lembro-me de um pastor amigo me dizendo que a maior parte das cartas missionárias que recebia poderia ser intitulada “Meu sofrimento”. Para fazer minha luz brilhar mais forte, pinto as trevas ao meu redor mais densas. “Admire quão santo sou à luz de quão terrível este povo é”. Esse é um hábito comum desde o missionário que descreve a comida horrível e exótica que comeu entre os selvagens até o pastor que enfatiza o testemunho de pecado das ovelhas antes de se juntarem à sua maravilhosa igreja.

Jesus não era assim. Ele encontrava beleza, fé e generosidade onde aparentemente não havia nenhuma. Ele louvou os fariseus na frente dos judeus que os desprezavam, honrou mulheres diante de homens que não lhes davam valor, contou a história do publicano que alcançou perdão em contraposição ao religioso que não o obteve, se gabou da fé do centurião, o epítome do anti-Deus para o judeu de sua época.

O povo-alvo para Jesus era honrado, cheio de fé, corajoso e honesto. Jesus trabalhou para gerar entre as pessoas respeito e apreciação mútua.

Como mudar o hábito de usar essa linguagem missionária baseada em preconceitos e que não promove o reino? A regra continua sendo a mesma proposta por Jesus: “O que você não quer que seja feito a você, não faça aos outros”. Se você não quer que seu país seja referência de malandragem, promiscuidade sexual e corrupção política, então não estereotipe o país, a cultura, o comportamento moral e a economia de seu próximo (Fp 4.8).

(Bráulia Ribeiro trabalhou na Amazônia durante trinta anos. Hoje mora em Kailua-Kona, no Havaí, com sua família e está envolvida em projetos internacionais de desenvolvimento na Ásia. É autora de Chamado Radical.
braulia_ribeiro@yahoo.com)

Fonte: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/331/a-linguagem-de-missoes-que-prejudica-o-reino/missoes

21 de fevereiro de 2013

CRISTÃO REFUGIADO CONTA A HISTÓRIA DE UMA BÍBLIA ESCONDIDA

A Coréia do Norte é considerado atualmente o país mais isolado para o cristianismo. As missões que levam o evangelho para o país precisam de muita discrição e planejamento estratégico para não cometer erros, pois caso contrário, tanto missionários quanto norte-coreanos que forem pegos falando sobre a religião cristã, podem sofrer consequências graves.

Um refugiado cristão relatou à missão Portas Abertas sua história de vida com relação ao cristianismo. Lee Joo-Chan contou que na sua infância, seus pais esperavam anoitecer para desenterrar a Bíblia: “Todas as noites eles iam até o jardim e desenterravam um pote. Eles tiravam um livro de capa preta e o liam. Eles sempre nos disseram para nunca falar desse livro para outras pessoas. Eu sabia que eles não estavam brincando conosco e que seríamos mortos se outras pessoas soubessem do livro proibido. Às vezes minha mãe dizia que Deus estava vivo e que nós tínhamos que obedecê-lo”.

Como a Coréia do Norte é regida por um sistema totalitário, as decisões tomadas pelo governo são absolutas e não há meios para recorrer, principalmente para os camponeses, que vivem isolados do mundo no interior do país.

Em um determinado dia, a família de Joo-Chan foi levada para trabalhar no campo, e esse isolamento durou anos. O refugiado relata que as circunstâncias eram horríveis. Em todo esse tempo, a Bíblia permaneceu escondida no pote enterrado no jardim da antiga casa.

Quando foram liberados, a missão Portas Abertas pode então, ajudá-los a se restabelecerem através dos contatos que são mantidos na Coréia do Norte. “Eles eram tão gratos, eles nos deram essa Bíblia”, afirmou Simon, referindo-se à Bíblia do pote. Simon, que não teve seu segundo nome revelado para mantê-lo discreto, é o principal correspondente da Portas Abertas para os cristãos perseguidos na Coréia do Norte. “Claro que nos certificamos que eles recebessem uma nova bíblia”, afirmou o missionário, que pretende um dia levar todos os materiais ligados ao cristianismo que são enviados para fora do país pelos cristãos da Coréia do Norte, de volta ao território norte-coreano: “Então poderemos mostrar ao povo norte-coreano o infinito e indestrutível poder da Palavra de Deus”, disse.

http://www.adsananduva.com.br/site/coreia-do-norte-cristao-refugiado-conta-a-historia-de-uma-biblia-escondida

23 de janeiro de 2013

POR QUE IR PARA TÃO LONGE SE AQUI PERTO HÁ TANTA NECESSIDADE


Eis aí uma pergunta que, pelo menos uma vez, todo missionário transcultural já deve ter tido que responder.

Visitando diversas igrejas no Brasil e compartilhando a respeito do nosso ministério de proclamação da Palavra de Deus aos povos africanos, a esposa e eu temos ouvido esta pergunta com certa frequência.

Por alguma razão, pessoas se sentem desconfortáveis com a ideia de que um indivíduo abrace desafios num contexto distante, enquanto há a manifestação de desafios, em certo sentido, semelhantes em seu ambiente originário.

Normalmente, diante da apresentação dessa pergunta, temos procurado responder tendo em mente as seguintes razões:

Porque é bíblico

A atitude de alguém que sai da terra natal para levar o Evangelho a outras nações é, antes de tudo, sustentada, inspirada e ordenada pelas Escrituras.

O fato é que a Bíblia é essencialmente um livro missionário e como tal requer que o povo do caminho concentre seus esforços no anúncio da glória de Deus também entre aqueles que estão distantes.

Abraão foi o pioneiro a ter que deixar sua casa para se tornar bênção para as famílias da terra (Gênesis 12.1-3), cumprindo assim os projetos missionários divinos. Depois dele, muitos outros personagens bíblicos seguiram seu rastro, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Sair da própria terra para levar o Evangelho aos que estão distantes não se trata de uma proposta humana. Não é modismo, heroísmo ou tentativa de expansão religiosa. O trabalho missionário transcultural é vontade e propósito de Deus! A tarefa missionária da Igreja, antes de qualquer outra coisa, é bíblica.

Porque o Mestre mandou

O missionário vai aos lugares mais distantes do planeta a fim de anunciar o Evangelho em obediência a Jesus. Não se trata prioritariamente de responder a desafios maiores ou menores que os encontrados em sua pátria, mas de se submeter à ordem expressa de Jesus para anúncio do Evangelho entre todas as nações. Essa não é a única base do nosso envolvimento com missões (já que o assunto é bíblico e reafirmado em cada livro das Escrituras), mas é preciso reconhecer que o Mestre não sugeriu ou solicitou, Ele nos mandou fazer discípulos de todas as nações: Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecerem a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos. Mateus 28.19-20.

Aquele que nos mandou ir tem toda autoridade no céu e na terra. Sendo assim, devemos nos submeter à sua autoridade obedecendo à sua convocação a fim de alcançarmos também os que estão distantes.

Por uma questão de exemplo
Quando olhamos para trás encontramos em toda a história bíblica e eclesiástica o exemplo de homens que cumpriram com obediência o chamado missionário divino. De fato, o Evangelho chegou até nós porque esses valentes do passado compreenderam que a Igreja é a agência missionária de Deus para o mundo.

É saudável lembrarmos com frequência que foi por meio do desprendimento e da obediência dos missionários estrangeiros que o Evangelho chegou ao nosso país. Eles saíram de suas terras deixando para trás desafios presentes em seu próprio contexto. Antes de desembarcarem no Brasil é possível que também tenham ouvido de seus compatriotas: “Por que ir tão longe se aqui por perto há tanta necessidade?” Não obstante, saíram com coragem e vieram nos trazer o Evangelho.

Hoje, tendo sido alcançados pelo Evangelho, parece que o mínimo que podemos fazer é reproduzir o exemplo, assumindo esse mesmo tipo de iniciativa em relação aos demais povos.

Para impedir o avanço das trevas em outras partes do mundo

Os povos sem o testemunho do Evangelho estão perdidos espiritualmente e vivendo na escuridão. Em contrapartida, as falsas religiões continuam avançando e, em muitos casos, gerando oposição e perseguição aos cristãos.

Há contextos onde a obra da cruz de Cristo ainda não é conhecida e uma das consequências é que de maneira explícita Satanás é tido como rei e permanece recebendo adoração que não lhe é devida.

É importante dizer que quando nos omitimos de pregar a Palavra de Deus, estamos consentindo que gerações inteiras permaneçam na escuridão. Dessa forma, não podemos permanecer indiferentes enquanto temos todas as condições para interferirmos nesses cenários e fazermos com que as trevas sejam dissipadas.

Por uma questão de coerência

Recentemente, sentei-me com o meu pastor, Hélio da Rocha Netto, em seu gabinete e, ao considerarmos a presença da Igreja em nosso bairro, identificamos mais de vinte igrejas locais em uma única rua. Esse fato faz parte da realidade de outras ruas da cidade do Rio de Janeiro e também de muitas outras ruas de outras cidades do nosso país. A questão que vem à mente diante desse quadro é: “Se o acesso ao Evangelho é tão abundante em nossas cidades, por que não compartilhá-lo com aqueles que ainda não o receberam?”

Se o Evangelho é, de fato, boas novas, e há muitos que sequer tiveram acesso a ele, acredito que não podemos omiti-lo aos tais. Se o fizermos, seremos os mais insensíveis e os mais incoerentes de todos os homens, mesmo que não houvesse uma ordem tão explícita para pregarmos o Evangelho ao mundo.

Será que é justo que alguns recebam do Evangelho em abundância enquanto outros não recebem nada? Foi em resposta a esse cenário que o apóstolo Paulo escreveu: Sempre fiz questão de pregar o Evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre um alicerce elaborado por outra pessoa. Romanos 15.20.

Por uma questão de estratégia

Por mais incrível que pareça, existem povos que nunca ouviram o Evangelho e precisam ser focalizados pela Igreja de Jesus Cristo a fim de serem evangelizados. Eles representam nações inteiras intocadas pelo trabalho de evangelização da Igreja e ignorantes da revelação especial de Deus. São seres humanos que vivem em ignorância espiritual, mergulhados na idolatria e arraigados nas falsas religiões. São vítimas da fome, da pobreza, das doenças, das guerras e da impossibilidade de conhecerem a graça divina, revelada em Cristo Jesus.

Os povos não alcançados são aqueles que não possuem uma comunidade nativa de crentes em Cristo, com números ou recursos adequados para evangelizarem seu próprio grupo sem a ajuda de missionários transculturais. Eles representam uns 2,3 bilhões de pessoas com muito poucas possibilidades de ouvirem e crerem no Evangelho de Cristo.

Considerando a tarefa inacabada do anúncio do Evangelho entre todas as nações, o desafio que mais se destaca, para a Igreja de nossa geração, é exatamente anunciar o Evangelho aos que ainda não ouviram.

Porque é um privilégio

Aquele que deixa o seu lar para seguir para terras distantes a fim de proclamar o Evangelho é um mensageiro da paz e pode estar se tornando um pioneiro no trabalho de levar as boas novas de Cristo aos que ainda não ouviram. Tenho enorme alegria em dizer que o maior investimento que fiz na minha vida foi dedicar a minha juventude ao anúncio do Evangelho (já se vai mais de uma década!). Pois a obra missionária é um grande privilégio para quem pode experimentá-la e investimento garantido para a eternidade; certa é a recompensa! Entendemos por meio da teologia bíblica que esse ministério não foi dado aos anjos, mas aos discípulos de Jesus. Portanto, trata-se de um grande privilégio que o Senhor tem reservado para nós. O apóstolo Paulo destacou esta verdade em Romanos 10.15:

E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Como são maravilhosos os pés dos que anunciam boas novas!.

Por todas estas razões, vale a pena alcançar aqueles que estão longe de nós!

(Extraído do e-book Reflexões de um Apaixonado por Missões, de Jairo de Oliveira)

6 de janeiro de 2013

MISSÕES NO SERTÃO

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
    
Esta é a nossa última carta deste ano e queremos aproveitar para expressar, uma vez mais, a nossa profunda e sincera gratidão a todos vocês que têm estado conosco, na nossa retaguarda de oração e contribuição. Muito obrigado a todos! Jamais nos esquecemos de todos vocês em nossas orações.

Temos muito que agradecer a Deus por tudo que Ele fez neste ano. E, cremos que Ele estará fazendo muito mais no próximo ano. Estamos vendo Deus abrir as portas. Diante disto, estamos nos preparando para, se confirmando a vontade de Deus, estarmos iniciando com diversos projetos para o próximo ano. Na próxima carta estaremos dando mais detalhes. Por favor, continuem orando por isso.

Tendo em vista as metas reais e claras possibilidades de estarmos adquirindo pela vontade de Deus um meio de transporte no próximo ano para a ampliação dos trabalhos dentro das comunidades, ficamos alguns meses sem visitar as comunidades por falta de recursos suficientes para os trabalhos estamos fazendo bazares na congregação para compra de cestas básicas para algumas famílias. Estamos agora buscando completar o valor necessário para o nosso sustento aqui no campo missionário, pois como sabem temos uma pequena filha e não é uma tarefa fácil, mas temos plena convicção que o Deus que nos chamou para a obra missionária estará levantando novos mantenedores para este grande desafio. Tenho aprendido nestes muitos anos na obra missionária que devo me preocupar tão somente em obedecer à vontade de Deus e as nossas necessidades serão supridas pelo Senhor. Aliás, quando eu vejo o exemplo de muitos de nossos mantenedores, que na sua maioria são pessoas simples, somos constantemente desafiados e encorajados a dar a nosso melhor na obra missionária.

É nosso sincero desejo poder continuar contanto com o apoio de todos nossos amados mantenedores e intercessores no próximo ano. Vocês têm sido participantes das nossas vitórias até aqui e, esperamos que também nos meses e anos que virão.

Mais uma vez, queremos expressar a nossa profunda e sincera gratidão a todos. “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (2Co 9.8-10).

Com gratidão

Missionários

Renato e Erica Costa

Contato (Celular): (84) 8789.1807 - OI | (84) 9986.3919 - TIM
Email: renatomagnus@live.com
Site: missoesnosertao.com
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Conta Para Ofertas Missionária

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG. 0805 OP. 003 C/C. 368-0
RENATO MAGNUS DE SOUZA COSTA

"Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça", 2 Coríntios 9:10

11 de dezembro de 2012

NATAL MISSIONÁRIO

Escritor Pr. Teófilo Karkle

Os Missionários são um tipo de pessoas muito especiais, principalmente aqueles que por conta própria saem pelo mundo para salvar vidas de estranhos, de pessoas que nem falam sua língua e de pessoas que nem mereceriam a salvação, se não fosse o amor de Jesus.

É uma multidão de oitenta e cinco mil pessoas que morrem cada dia no planeta terra, para alguns isso é apenas uma consequência natural, de uma população envelhecida, mas para o Missionário são oitenta e cinco mil oportunidades perdidas de falar de Jesus.

Se existe pessoas que exercitam a Fé somos nós os Missionários que não temos salário, nem INSS, nem seguro de vida, nem casa pastoral, nem cartão de créditos, mas aceitamos a ordem de Jesus de ir pelo mundo todo pregando a sua palavra. Bastante foi um toque no nosso coração por este tema, que já nos desprendemos de tudo e de todos, para obedecer ao que todos deveriam obedecer, que só a minoria faz para evangelizar.

Podemos dizer algo especial, emitindo elogios próprios, ou autoelogios, que o Missionário é o Cara. Cara bravo e desbravador, cara de coragem que não fica alisando banco de congregações estabelecidas e ricas. Quem o fez assim? Jesus o chamou e o capacitou para essa tarefa que será na eternidade grandemente recompensada.

Hoje fui surpreendido por um judeu de 37 anos que não sabia o que era um Missionário? Ele me falava que uma geração é de 70 anos e que em 2018, Israel vai completar essa idade como Nação (1948-2018) e me dizia dos sinais que indicam que Jesus esta voltando: Terremotos, Guerras, Pestes, Falsos Cristos. Eu dizia a ele que há outro sinal da vinda de Jesus, esse sinal é o que nós estamos fazendo aqui no Chile como Missionário. “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.  (Mateus 24.14)

Muitos falam de Natal no natal, alguns corrigindo o comercio embutido nele, outros defendendo a fraternidade que deveria existir. Uns pedindo presentes para milhares de crianças carentes. O mais comovente será o mais atraente. O mais pobre será o mais abastecido. E os Missionários longínquos serão os mais esquecidos? 

Enquanto Deus não levantar uma pessoa que clame em nosso nome, nós mesmo, munido de dignidade vamos fazendo conhecido que o Natal Missionário existe e somos dele necessitados. Se só forem lembrados dos pobres do sertão e dos ribeirinhos, algo esta errado. Se só forem abençoados a Missionários cadastrados e colegiados em instituição Missionária, algo esta incompleto. Pois somamos mais o número de missionários pela fé do que os assalariados.

Quantos missionários afiliados e adotados serão levados as suas bases para receber presentes e abraços, onde serão levados a lojas para serem vestidos do pé a cabeça, nós vamos continuar aqui no meio da guerra, nem tem como descer do muro, (palavras de Esdras) não é bom, não é sábio o Missionário abandonar suas trincheiras pelo natal, nem mesmo pelo funeral. O Natal Missionário deve chegar às suas mãos, onde ele esta, com justiça, com equilíbrio, com bondade, um não pode receber mais que o outro. Um não pode ser lembrado em desmedro ao outro.

Missionário chamado por Deus é uma pessoa que aprendeu a chorar e que suas lagrimas criam na sua alma anticorpos de resistência. As promessas feitas a um Missionário verdadeiro faz dele uma criança que fica no pé até receber a benção prometida, não são muitas, mas não deixaremos nenhuma delas tranquila até ver o seu comprimento realizado.

Cremos que o Missionário deveria participar do Natal de muitas famílias, mesmo eles estando ausentes naquele jantar da véspera do natal, ou naquele almoço no dia do Natal. As famílias tradicionais e organizadas sempre capricham, enfeitam uma árvore de natal, preparam comidas especiais e compram presentes uns para os outros, colocam musicas, roupas novas, cortinas, toalhas.

As famílias com maiores recursos no natal sempre se lembram dos orfanatos, dos asilos, das crianças com câncer, dos menos possuídos, isso é lindo, isso é Bíblico, isso é louvável.

Como Missionários modernos que somos, e que sabemos fazer bom uso da Internet, vamos postar e imortalizar estas linhas em vários sites que podemos publicar gratuitamente, nosso clamor bem nesta época do natal. Estamos abrindo nossa boca e nosso coração com elegância e com lágrimas, para dizer na mídia que Missionário também merece ser lembrado no Natal. Podemos até aceitar ser esquecido nos 364 dias no ano, mas que neste dia 359 onde faltam apenas 6 dias para terminar o ano, sejamos lembrados não na teoria, mas no exercício do amor Cristão.

Cremos que poucos entenderão o que temos feito durante todo o ano de 2012, tomado recursos de ofertas que tem sido enviada a nós e destinado para a Compra de Bíblias em espanhol para doar aos que não tem condições de ter uma Bíblia. Durante os meses do ano, lembramos a nós mesmo de que precisamos de roupa, de sapato, de tratamento dentário, mas preferimos deixar isso em segundo plano. Isso é coisa de Missionário crente, fiel a Deus, com um coração contrito para com os necessitados.

Deus viu essas condições em nós e considerou que éramos capazes de repartir do pouco que temos com os demais. Como aconteceu hoje de nós compartilhamos de uma pequena compra com uma família da nossa igreja.

Deus é a nossa inspiração destas palavras emotivas, e com muita fé desejamos que estas palavras possam encontrar pelo menos uma dezena de famílias brasileiras que nos inclua no seu natal, a final somos pessoas simples, econômicas, que temos aprendido com Deus a ser alegre com pequenas coisas, como aconteceu hoje de encontrar o primeiro rabanete de uma pequena horta que semeei no quintal da minha casa.

Se tivesse que escolher entre uma vida estável, com um salário seguro e uma boa moradia no Brasil, eu escolheria de novo estar no Chile pela fé, pelo amor e pela coragem. Não é fácil depender de que alguém veja nossos escritos, de que alguém curta uma de nossas fotos e que nos envie uma frase de interesse perguntando algo sobre nós. Ainda assim corremos o risco de receber apenas uma promessa e ficar no esquecimento, como já aconteceu muitas vezes infelizmente, mas ainda bem que Deus não se esquece de nós nunca.

Uma das dificuldades que um Missionário enfrenta é esquecer uma Promessa feita a ele e que foi negligenciada.  Isso acontece de vez em quando. Uma promessa esquecida continua machucando nossos corações, mas não perdemos a Fé. Promessas assim fracassadas ainda nos faz mais forte, mais esperançoso.

Não pedimos que cem famílias nos inclua neste Natal como um integrante de sua família, apenas pedimos uma dezena. E agora, onde encontrar essa família? As que estão na Internet, de repente estão tão efusivas com as suas coisas, que frases de Missionários, fotos, pedidos, artigos, noticias, são passadas por cima e rapidamente se busca outro foco para esquecer esse clamor missionário.

Ainda temos os Detratores de Missionários, que não estão no nosso sapato, por tanto falam coisas que não sabem. Estão desprovistos de sentimentos de Misericórdia e Amor.

Natal Missionário é uma excelente ideia para colocar em pratica o amor de Cristo. É uma oportunidade de ouro para cumprir com alguns requisitos da Bíblia: Dei de comer, vesti, visitei o enfermo, lancei o meu pão sobre as águas, reparti com sete e até com oito. Cuidei do Missionário como o Samaritano cuidou do ferido, dei minha cavalgadura para ele, levei numa estalagem, paguei dois dias sua manutenção e vou receber o que gastei a mais quando regresse o Senhor Jesus.

Faça o seu Natal este ano mais especial, mais alegre, inclua na sua lista de presentes o Missionário, inclua ainda que virtualmente o Missionário no teu jantar de Natal e de Ano Novo. Jesus ficará muito feliz contigo, senão pergunte a ele, por que essa carta esta batendo na porta do meu coração? Não será que Deus te deu a ti para que você possa nos dar a nós?

Para certas famílias ser um Missionário, não significa nada, para outros é um tipo de pedinte que chora, para outros, uma pessoa sem futuro, sem emprego. Mas para Jesus somos os seus escolhidos por isso ele não nos deixa faltar nada.

Sei que teria algumas famílias que gostaria de ter nós presente neste natal, mas a distância, o tempo, os custos para deslocar são altos. A família assim gostaria de propor que estamos presente virtualmente, nos seus corações, nas suas orações. Nosso país de Missões está longe de vocês, mas nossa conta bancaria esta perto, vai que você vive perto de um banco do Brasil? Vai que você sabe fazer transferências bancarias via internet?

Sendo assim é muito fácil neste Natal, mesmo sentado em frente ao seu computador digitar nos espaços correspondentes estes números: 3078-3 para agencia e 18491-8 para a conta corrente do Banco do Brasil.

Não deixe sua mente agora divagar entre tantas instituições que pedem ajuda no Natal, seja sábio e deixa Deus te usar nesta exclusiva ocasião. Faça o maior Natal da sua vida, o chame pelo seu nome: Natal Missionário, pois Deus estará ordenando as bênçãos para o ano de 2013 também pelo seu nome.

Não veja a distância como um obstáculo, não veja o Natal apenas como algo comercial, veja o Natal como uma Oportunidade para abençoar a vida dos Missionários.