15 de novembro de 2014

A melhor resposta

A melhor resposta


Para a solução de determinados problemas ou situações impossíveis em nossa vida não precisamos usar de nenhuma estratégia meramente humana. Tudo o que temos a fazer é colocá-los diante de Deus e ele mesmo encaminhará a melhor resposta. Li de um missionário, de férias na Inglaterra, seu país de origem, que havia comprado um pequeno cão em bronze para levar à Birmânia – seu campo de trabalho. Colocou a estátua na frente de casa, junto da porta, intrigando os indígenas: “Por que puseste este cão diante da tua porta?” “Porque muitas vezes fico sozinho em casa. Tenho necessidade de um cão que me proteja, e que durante a noite me avise do perigo”. “Mas o teu cão não vê nada, não entende nada, não ladra e não morde. Como poderá ele te proteger contra os ladrões? O teu cão é apenas um pedaço de bronze!” “Pois é, e os vossos ídolos de que são feitos? De madeira, de pedra, de ferro! Eles não vêem e nem entendem nada mais do que o meu cão. E se prostram diante deles, com adoração, pretendendo que eles os protejam! Quantas vezes vos tenho dito que só Deus é o verdadeiro Deus, e que deu o seu Filho por vós, a fim de que, todo aquele que nele crê tenha a vida eterna? Voltai-vos agora para Deus”.


Não é necessário dizer que o dilema do Missionário findou-se. A resposta que vem de Deus é a que melhor impacta, que melhor resolve questões difíceis e a que melhor satisfaz o nosso coração diante das impossibilidades.


Isac Rodrigues

6 de novembro de 2014

19 de setembro de 2014

O Filho da Paz

Até 1962, em Irian Jaya, Indonésia, o povo sawi vivia em completo isolamento do mundo. Os sawis eram canibais e seu mais alto valor como povo era a traição e o engano. Podiam aparentar amizade com as tribos vizinhas durante meses, fazendo se sentirem seguros para então cair cruel e repentinamente sobre eles. Chamavam isso de “cevar com amizade para a matança”.

Em 1962, o casal Richardson, missionários norte-americanos, foi viver com essa tribo. O casal aprendeu o idioma sawi e logo pôde lhes contar as primeiras histórias bíblicas. Mas os relatos acerca da vida e obra do Senhor Jesus não pareciam interessar os sawis.

No entanto, certa vez Don Richardson viu que eles estavam gostando de sua narrativa. Isso aconteceu quando lhes contava como Judas traiu o Senhor Jesus. Os sawis escutaram com muita atenção que Judas havia estado por mais de três anos com o Senhor Jesus, fazia as refeições com Ele, andava com Ele… e, contudo, O traiu. Neste ponto, o missionário percebeu uma admiração especial entre os indígenas… e compreendeu que Judas era o herói, o homem que correspondia exatamente ao mais alto ideal da tribo. Desesperado, ele se esforçou para lhes mostrar a maldade de tal ação; mas naquela noite não conseguiu apagar o brilho dos olhos dos sawis.

Portanto, Judas, o traidor do Senhor Jesus, correspondia ao ideal dos sawis. Don Richardson orou pedindo a Deus a chave para entrar no coração daquela gente para que lhes fizesse entender a grande diferença que existe entre inimizade e traição e a santidade e o amor de Deus. Mas as dificuldades aumentaram. Houve guerra com outra aldeia. Então o missionário presenciou como eles faziam as pazes: um pai do clã inimigo tomou um de seus filhos e o entregou a um homem da aldeia adversária, que o adotou. Dali em diante, a criança tinha o direito de representar o outro grupo na aldeia dos sawis. Os demais habitantes impuseram as mãos sobre o “filho da paz” que havia sido entregue e firmaram uma aliança que, de acordo com a ética sawi, não podia ser violada mediante traição. Ali estava a chave para abrir o coração dos sawis. Deus enviou o Senhor Jesus, Seu amado Filho, para ser a ponte do intransponível abismo entre os homens e Deus, a fim de oferecer a paz aos Seus inimigos. Porém a humanidade rejeitou e matou o Filho de Deus.

Segundo a concepção humana (e também a dos sawis), qualquer possibilidade de paz havia sido anulada. Mas o amor de Deus triunfou sobre o ódio humano. Exatamente em virtude da morte do Senhor Jesus na cruz, Deus oferece perdão e salvação aos inimigos. Dessa maneira, muitos sawis compreenderam a mensagem de Jesus Cristo e abriram seu coração ao Evangelho.

Boa Semente

9 de julho de 2014

Líderes da China

Publicado no jornal Mensageiro da Paz em maio de 1939.

O evangelista Harry Black, relata: Tivemos umas reuniões de avivamento na Missão Betel, em Shangai, no fim de 1936. A Dra. Mary Stone, médica temente a Deus, muito bem conhecida no Oriente, me interpretara, no último domingo de manhã, no culto que havia em Road. Essa manhã, experimentamos a presença do Espírito Santo, de um modo poderoso, no grande auditório situado perto do Arsenal. Devo adiantar que o povo estivera durante muito tempo em oração. 

No fim da reunião, a Dra. Stone me apresentou a uma senhora muito inteligente, a Sra. Soong, casada com o Dr. T.V. Soong, diretor do Banco da China e irmão da esposa do generalíssimo Chiang Kai Shek. 

Essa senhora expressou a sua alegria, pela mensagem de salvação. Pela tarde, desse mesmo dia, veio uma carta da Sra. Soong, que continha 100 dólares, para os trabalhos de evangelização na China. Esta lembrança, que viera, como uma surpresa, foi aceita com gratidão. Mas, ainda á mesma tarde, chegou um novo recado da Sra. Soong, pedindo a realização duma reunião evangélica, na sua própria casa, quando alguns dos lideres da China estariam presentes, e entre eles, a Sra. Chiang Kai Shek, esposa do ditador cristão. Aceitei o convite, com alegria. Foi uma oportunidade toda especial. Eu fui procurar um lugar, para estar só, em oração com Deus, pedindo-lhe o Seu auxílio. Ao voltar, perguntei a Dra. Mary Stone, qual mensagem achava seria melhor para essas personalidades principais da China. Dra. Stone disse: Fale-lhes do batismo no Espírito Santo, irmão Black. Eles são todos cristãos professos, mas precisam de uma mensagem profundamente espiritual, que possa ser uma benção para suas vidas. 

Chegamos na hora marcada até a residência particular do Sr. Soong e fomos apresentados a Sra. Chiang Kai Shek e a outros. 

Quando me levantei para fazer exposição da Palavra, com o Novo Testamento na minha mão, senti uma paz profunda e sábia e que eu tinha uma mensagem de Deus. Lí as palavras da oração sacerdotal de Jesus: “Santifica-nos na verdade; a tua Palavra é a verdade.” Antes a minha esposa e filha cantaram um hino apropriado, e o Espírito Santo, pelo hino, preparou o caminho para a exposição. Ao meu lado direito, estava a Sra. Chiang Kai Shek; em frente de mim, o Dr. H.H. Kung, aquele que tinha o maior poder, depois do generalíssimo. Ele era chefe das finanças e ocupara o poder, enquanto o chefe, algum tempo esteve preso, as mãos de um dos seus generais. Governadores de diversas partes da China estavam presentes. Alguns dos meus ouvintes tinham estudado, na Universidade Americana, mas outros, não compreendiam muito bem o inglês e, portanto, a Dra. Stone me interpretou. O Espírito confirmou as verdades, nos corações. Depois da exposição, todos inclinaram as suas cabeças em oração, e diversos levantaram a mão, em sinal de que desejavam uma súplica em seu favor. Entre os primeiros que assim se manifestaram, foi a Sra. Chiang Kai Shek, o Dr. Kung, a Sra. Kung, a Sra. Soong e outros. Naqueles momentos, não estávamos sabendo que a guerra se achava tão próxima. No dia seguinte tivemos a reunião de despedida na Missão Betel e dalí seguimos para Honan. Uma coisa quero mencionar. Na manhã seguinte dessa reunião recebemos ainda 100 dólares da Sra. Chiang e outro tanto da Sra. Kung, com o que nos aconselharam a comprar roupas para aguentarmos o frio, na nossa viagem para o interior , onde sabiam que as casas careciam aquecimento. Façamos muito alegres, pois esses presentes mostravam que alguns dos principais líderes da China, davam valor a mensagem da salvação. 

Crentes, amigos, orai em favor da China. Orai em favor dos seus líderes, evangélicos; eles pediram as nossas orações. Eles estão entre dois inimigos; o bolchevismo dum lado, e o totalitarismo do outro. 

Do jornal suéco-americano “Sanningens Vittne”. – (Testemunha da Verdade).

fonte http://www.adcaxiasdosul.com/principal.php?ir=jornal